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Gilvan Samico

Considerado por muitos estudiosos como um dos maiores representantes brasileiros da xilogravura, Gilvan Samico marcou a história da arte tupiniquim como poucos. Fez isso ao mesclar criatividade e inovação, explorando narrativas da cultura nordestina, como a literatura de cordel, assim como lendas e mitos.

Em 1952, Gilvan José Meira Lins Samico foi um dos fundadores do Ateliê Coletivo da Sociedade de Arte Moderna do Recife - SAMR, em parceria com outros artistas, sob a liderança de Abelardo da Hora (1924). Ele aprimorou sua técnica de xilogravura em 1957, estudando com Lívio Abramo (1903 - 1992) na Escola de Artesanato do Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP. No ano seguinte, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde se especializou em gravura com Oswaldo Goeldi (1895 - 1961) na Escola Nacional de Belas Artes - Enba.

Samico, conhecido por sua habilidade técnica excepcional, dedicou-se a criar texturas elaboradas com ritmos lineares em suas obras. Em 1965, estabeleceu residência em Olinda e começou a lecionar xilogravura na Universidade Federal da Paraíba - UFPA. Em 1968, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no 17º Salão Nacional de Arte Moderna, o que lhe possibilitou permanecer na Europa por dois anos.

Em 1971, foi convidado por Ariano Suassuna a se juntar ao Movimento Armorial, que se concentrava na cultura popular nordestina e na literatura de cordel. Samico destacou-se por sua produção, que resgatava o romance popular nordestino por meio da literatura de cordel e pela exploração criativa da xilogravura. Suas gravuras eram povoadas por personagens bíblicos, figuras de lendas locais e narrativas tradicionais, além de animais fantásticos e míticos.

Ao introduzir uma nova temática em seu trabalho, Samico simplificou formalmente suas obras, reduzindo o uso de cores e texturas, mas mantendo sua técnica refinada e sua habilidade narrativa característica.

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