top of page

José Claudio

“Meu quadro, minha morada. É lá que eu ando, nu, de calções, entre transparências de vidro ou opacidades cor de terra, entre frutas maduras. O grande equipamento de um artista é a sua alma e a sua mão. E uma honesta crueza, que está desaparecendo” - José Claudio

José Cláudio, uma figura proeminente na cena artística brasileira, deixou sua marca desde tenra idade. Fundador do Ateliê Coletivo da Sociedade de Arte Moderna do Recife - SAMR, aos 20 anos, ao lado de talentos como Abelardo da Hora, Gilvan Samico e Wellington Virgolino, ele demonstrou um compromisso precoce com a arte moderna.

Sua jornada artística o levou além das fronteiras do Recife, recebendo orientação valiosa de renomados artistas em Salvador, como Mario Cravo Júnior, Carybé e Jenner Augusto. Em 1955, ele rumou para São Paulo, onde teve a oportunidade de colaborar com mestres como Di Cavalcanti e estudar gravura sob a tutela de Lívio Abramo na Escola de Artesanato do Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP.

A concessão de uma bolsa de estudos pela Fundação Rotelini em 1957 abriu as portas para uma experiência enriquecedora na Academia de Belas Artes em Roma, onde José Cláudio aprimorou suas habilidades e expandiu sua perspectiva artística.

De volta ao Brasil, estabelecendo-se em Olinda, ele compartilhou sua paixão pela arte através de artigos no Diário da Noite, do Recife, contribuindo para a disseminação do conhecimento sobre artes plásticas.

José Cláudio também desempenhou um papel fundamental no Movimento Poema/processo com sua série de "carimbos" entre 1968 e 1972. Essa fase experimental de sua carreira reflete a fusão de gestualidade, musicalidade e artes gráficas. Seu encontro fortuito com os carimbos desencadeou uma expressão criativa única, que se tornou uma influência significativa para os artistas da arte-correio e do poema visual no Brasil durante os anos 1970.

bottom of page