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Lorenzato

Nascido em Belo Horizonte, Minas Gerais, Lorenzo Lorenzato tinha raízes italianas, mas passou sua infância no Brasil. Após o término da Primeira Guerra Mundial, sua família optou por retornar à Itália. Aos 20 anos, Lorenzato iniciou sua carreira como pintor de construção civil. Em 1925, teve a oportunidade de estudar na Reale Accademia delle Arti, na Galleria Olimpica di Vicenza (atual Accademia Olimpica Vicenza), e seus primeiros trabalhos surgiram durante suas explorações dominicais pelos arredores da cidade.

Em 1926, durante uma estadia em Roma, Lorenzato conheceu o pintor Cornelius Keissman, e juntos empreenderam uma longa viagem de bicicleta pela Europa por volta de 1928, sobrevivendo da venda de pequenas obras de arte e cartões com a foto dos dois artistas ao lado de suas bicicletas. Em cidades como Bruxelas e Paris, Lorenzato ampliou seu conhecimento sobre os impressionistas, aos quais admirava profundamente, e estabeleceu amizade com o pintor italiano Gino Severini.

Após o término da Segunda Guerra Mundial, Lorenzato retornou ao Brasil em 1949, estabelecendo-se com sua família em Belo Horizonte. Um acidente em 1956 o levou à aposentadoria, momento em que decidiu dedicar-se inteiramente à pintura. Sua técnica se caracterizava pela simplificação das formas, privilegiando linhas e cores essenciais, o que o aproximava do primitivismo.

Lorenzato encontrava inspiração na vida cotidiana para suas paisagens, naturezas-mortas e retratos, utilizando materiais diversos, como tela de arame, madeira e papelão. Em suas pinturas, empregava um pente de metal para fundir camadas de tinta na tela, criando linhas sinuosas e texturas sutis. Além da pintura, também se aventurou na escultura, trabalhando com argila e, em projetos maiores, com cimento, buscando simplificar formas e linhas, mas mantendo uma expressividade marcante.

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